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Agenda

de novembro de 2026

9.00am

Após as urnas: um novo Brasil?

Com as eleições brasileiras recém-encerradas, a pergunta imediata para os negócios não será mais quem ganhou, mas o que o próximo governo precisará fazer se estiver sério em construir uma agenda de crescimento crível e duradoura. Com a sustentabilidade da dívida, a credibilidade fiscal e a produtividade ainda centrais para as perspectivas do Brasil, o argumento pela reforma estrutural continua difícil de ignorar. No entanto, esse debate não é mais apenas doméstico. À medida que a competição global se intensifica em torno de minerais críticos, segurança energética e cadeias de suprimento estratégicas, o Brasil está no centro de uma disputa geopolítica mais ampla, como grande parceiro da China, dos EUA e da Europa, e ator central na transição verde. Esta sessão examinará como o resultado eleitoral remodela o posicionamento global do Brasil, quais reformas mais importam e como o país pode transformar relevância estratégica em crescimento sustentável, em vez de mais um ciclo de promessas inacabadas.

9.40am

Como é uma tesouraria de excelência no Brasil?

O Brasil recompensa a precisão, mas também exige agilidade. Uma regulação rigorosa, uma densa estrutura tributária e um ambiente caro de captação e hedge deixam pouca margem para erros, mas a volatilidade e as constantes mudanças de política exigem que os tesoureiros permaneçam flexíveis e prontos para se adaptar. Então, como é, na prática, uma tesouraria de excelência nesse mercado? Esta sessão explora como empresas líderes estruturam suas operações para gerenciar liquidez enquanto navegam pela regulação e pela incerteza. Examinamos as ferramentas que importam na prática, desde estruturas de liquidez e integração de tecnologia até modelos de captação com eficiência tributária. Como os tesoureiros estão gerenciando a exposição cambial quando o hedge é caro e os mercados se movem rapidamente? E quais estratégias permitem que o caixa se mova, ou retorne, entre fronteiras com o mínimo de atrito? Uma análise franca de como a tesouraria equilibra disciplina e adaptabilidade em um dos ambientes operacionais mais complexos do mundo.

10.20am

Intervalo para café

11.00am

Previsão de caixa: sua tesouraria pode confiar nos próprios números?

A previsão de caixa pode estar na tesouraria, mas a maioria dos seus insumos não está. O departamento comercial decide quando os recebíveis chegam. A área de compras determina quando os fornecedores são pagos. A operação move estoques e ciclos de produção. Tributário, jurídico e finanças corporativas introduzem fluxos pontuais de grande volume, frequentemente com pouco aviso. Enquanto isso, pagamentos chegam antes, depois ou em algum momento entre os dois, as autoridades fiscais alteram datas de liquidação e transferências internacionais raramente seguem o cronograma. A tesouraria fica a jusante montando o quadro, muitas vezes com relatórios fragmentados de subsidiárias e visibilidade limitada sobre decisões operacionais. Some-se múltiplos ERPs, plataformas bancárias fragmentadas e centenas de contas globalmente, e a previsão pode rapidamente se tornar um exercício de arqueologia em planilhas. Em muitas organizações, ela se transforma em uma negociação, não em uma previsão. Então o que realmente melhora a precisão? A tesouraria pode alinhar incentivos entre comercial, compras e FP&A? Os KPIs de precisão de previsão mudam comportamentos? E a conectividade bancária, APIs e IA podem finalmente trazer alguma ordem ao caos?

11.20am

Duplicata escritural: redefinindo o financiamento de recebíveis no Brasil

A duplicata escritural transformará os recebíveis de títulos baseados em papel em ativos financeiros registrados e rastreáveis. Para a tesouraria, isso significa maior segurança jurídica, trilhas de auditoria mais limpas, desconto mais ágil, visibilidade de liquidez mais precisa e potencialmente melhores preços junto aos bancos. Na teoria, é a resposta ao risco de fraude, à duplicação de penhores e às estruturas opacas de financiamento de recebíveis. Na prática, levanta questões imediatas. Como as empresas devem se preparar para sua implementação? Quem é responsável pelo registro, a empresa ou o banco? Como os sistemas precisam se adaptar? Esta sessão examina a duplicata escritural não como uma nota de rodapé regulatória, mas como uma mudança estrutural na gestão do capital de giro. Exploraremos os desafios operacionais, a alocação de responsabilidades, a integração de sistemas, os prazos e os frameworks de controle, além de como empresas líderes estão preparando seus processos e relacionamentos bancários para um modelo que pode redefinir o financiamento de recebíveis no Brasil.

12.00pm

Discussões em mesas-redondas

Escolha um tema para discutir e aprender com seus pares:

 

Fazendo negócios na Argentina: o que realmente mudou para a tesouraria?
A Argentina está muito mais aberta do que estava, mas para os tesoureiros a questão real é onde o atrito ainda persiste. Esta mesa-redonda comparará como as empresas estão gerenciando caixa, repatriação, fluxos entre empresas do grupo e pagamentos internacionais em um mercado onde o acesso ao câmbio melhorou, mas restrições legadas, exigências de documentação, vazamento tributário e complexidade regulatória ainda afetam o prazo, o custo e a certeza. Discutiremos o que está funcionando na prática, onde as equipes de tesouraria ainda enfrentam atrasos ou dificuldades de estruturação, e como os participantes estão equilibrando oportunidade com a realidade operacional no terreno.

 

Stacks de tecnologia para tesouraria: como simplificar e automatizar sem perder o controle
Muitas equipes de tesouraria operam com um conjunto de sistemas construído ao longo do tempo, um TMS aqui, plataformas bancárias ali, planilhas em todo lugar e trabalho manual demais mantendo tudo junto. Esta sessão analisará como os tesoureiros podem simplificar a arquitetura, reduzir duplicações e automatizar de forma mais inteligente, desde pagamentos, visibilidade de caixa e conciliações até relatórios, controles e conectividade. O que deve estar no centro da arquitetura, onde estão os maiores ganhos com integração e como evitar substituir uma camada de complexidade por outra? Para equipes pressionadas a fazer mais com menos, o desafio não é simplesmente adicionar mais tecnologia, mas construir uma estrutura mais limpa, mais conectada e mais fácil de operar.

 

Crédito como alavanca de crescimento: por que a tesouraria deve ir além do controle de risco
Esta mesa-redonda explora como a gestão de crédito pode ir além do controle de risco puro para se tornar um motor de crescimento sustentável. Discutiremos como uma segmentação mais inteligente de clientes, um apetite por risco mais claro e estruturas de crédito alternativas podem apoiar as vendas sem aumentar a inadimplência, e como o comercial pode trabalhar mais próximo da tesouraria para equilibrar margem, prazo médio de recebimento e liquidez. O foco é no uso de dados e insights de rentabilidade para alinhar risco, fluxo de caixa e ambição comercial, e em como o financeiro pode deixar de dizer “não” para estruturar soluções que viabilizem o crescimento de forma responsável.

 

Como os tesoureiros devem repensar a estrutura de capital agora?
No Brasil, a estrutura de capital é moldada tanto pelo mercado quanto por tributos e regulação. Com a Selic ainda elevada, uma janela de mercado de capitais local recorde, mas seletiva, as mudanças no IOF ainda recentes e as decisões de captação afetadas por subcapitalização, preços de transferência e regras cambiais, os tesoureiros precisam pensar cuidadosamente sobre o que realmente constitui capital eficiente. Esta sessão examinará como as empresas equilibram dívida local versus offshore, linhas bancárias versus debêntures, exposição prefixada versus pós-fixada, e eficiência tributária versus resiliência, enquanto preservam liquidez, margem de covenants e flexibilidade estratégica em um mercado que raramente recompensa respostas teóricas bem-organizadas.

 

Duplicata escritural: segurança jurídica no papel, dor operacional na prática?
À medida que a duplicata escritural passa de projeto regulatório para realidade operacional, os tesoureiros precisam lidar com muito mais do que uma mudança de sistemas. Esta discussão entre pares explorará onde as empresas estão travando, desde integração com ERP, validação de títulos e conciliação até fluxos de aceite, financiamento de recebíveis e visibilidade sobre quem detém o crédito. Compararemos como as equipes estão adaptando estruturas de supply chain finance, desconto e risco sacado, onde os prometidos ganhos em controle e financiamento estão se mostrando reais, e o que a tesouraria precisa do jurídico, tributário, compras e TI para que a implementação funcione na prática.

 

Tesouraria: de função de controle a parceiro estratégico do negócio
À medida que a volatilidade se torna estrutural e as ambições de crescimento se intensificam, a tesouraria precisa influenciar decisões comerciais antes que os acordos sejam assinados. Do lado do cliente, isso significa desenvolver políticas de crédito mais inteligentes, modelar trade-offs entre margem e prazo médio de recebimento, estruturar financiamento a clientes e garantir que prazos estendidos ou novos mercados não corroam silenciosamente a liquidez ou aumentem o risco. A tesouraria pode alinhar a estratégia de captação com a ambição comercial, precificar o risco adequadamente e transformar o crédito em um verdadeiro motor de crescimento. Ao mesmo tempo, pode apoiar as compras precificando os termos com fornecedores em relação ao custo real de capital, incorporando disciplina cambial nos contratos e estruturando financiamento da cadeia de suprimentos que fortaleça, em vez de desestabilizar, a cadeia de valor. Esta sessão explora como a tesouraria passa de função de controle a parceiro estratégico, equilibrando agilidade e governança, apetite por risco e ambição comercial.

 

Mulheres em finanças: em todo lugar menos no C-suíte?
No setor financeiro brasileiro, o teto raramente é feito apenas de vidro. Ele é construído a partir de listas de sucessão, exposição a P&L, faixas salariais, patrocínio informal e das salas onde os futuros líderes são escolhidos em silêncio. As mulheres já representam 35,4% da força de trabalho no mercado de capitais brasileiro, mas ocupam apenas 5,4% dos cargos de CEO, enquanto os dados mais recentes de transparência salarial no Brasil mostram que as mulheres ganham 20,9% menos do que os homens nas empresas de maior porte. Esta mesa-redonda reunirá líderes sêniores de finanças para trocar experiências sobre o que ainda bloqueia a progressão na carreira, o que de fato gerou mudanças reais e por que as empresas precisam ir além da mentoria e avançar para mudanças mensuráveis. Como as mulheres conquistam acesso aos cargos e visibilidade que levam ao poder de decisão real, e como os líderes de finanças podem ajudar a quebrar o teto em vez de apenas admirar sua transparência?

1.00pm

Almoço

2.30pm

Keynote: Como construir uma carreira em tesouraria que atravessa fronteiras?

As carreiras mais interessantes em tesouraria raramente são lineares. Elas são construídas por meio de funções desafiadoras, movimentos internacionais, mercados difíceis, bom julgamento e a capacidade de permanecer comercialmente relevante à medida que a função continua mudando. Este keynote contará com um líder de tesouraria brasileiro que construiu uma carreira internacional de sucesso, explorando as decisões, os reveses e os pontos de virada que moldaram essa trajetória, e o que realmente é necessário para crescer de operador sólido a líder com visão global. Além da história de carreira em si, a sessão examinará o que os profissionais de tesouraria ambiciosos devem fazer agora para construir influência, ampliar sua perspectiva e se preparar para papéis maiores além-fronteiras.

3.10pm

Bancos globais, problemas locais: quem realmente entrega?

Os relacionamentos com bancos globais prometem consistência, cobertura e suporte estratégico, mas muitos tesoureiros vivenciam algo bem diferente na prática. O serviço pode variar muito entre mercados, o suporte local em economias emergentes pode ficar aquém do esperado, e a coordenação entre as equipes global, regional e local costuma ser mais fraca do que aparenta. Os preços nem sempre são transparentes, KYC e onboarding continuam excessivamente manuais, e a tecnologia pode parecer muito mais impressionante nas apresentações do que na entrega. A qualidade da cobertura do relacionamento também varia muito: alguns banqueiros conseguem genuinamente movimentar a organização, enquanto outros pouco fazem além de gerenciar reuniões. Esta discussão examinará onde os bancos estão falhando, o que os tesoureiros devem realmente esperar de seus parceiros principais e como diferenciar alcance global de serviço que realmente funciona.

3.50pm

Intervalo para café

4.30pm

Movimentando caixa entre fronteiras: o que funciona melhor no Brasil?

Movimentar caixa para fora do Brasil via operações internacionais é perfeitamente legal, mas raramente sem atritos. Seja você um grupo brasileiro financiando expansão no exterior ou uma multinacional estrangeira buscando repatriar o excedente de uma subsidiária local, a mecânica é a mesma e os trade-offs são reais. Os dividendos continuam sendo a rota mais eficiente do ponto de vista tributário, desde que haja lucros distribuíveis. Os empréstimos intercompany exigem registro prévio no Banco Central e uma navegação cuidadosa pelas regras de subcapitalização e preços de transferência, com o imposto retido na fonte sobre juros muito presente na equação. Taxas de serviço e royalties podem movimentar liquidez, mas atraem escrutínio e camadas adicionais de tributação, especialmente quando jurisdições de baixa tributação estão envolvidas. Some-se a volatilidade cambial e as obrigações de reporte obrigatório, e a tesouraria se vê equilibrando prazo, vazamento tributário e conformidade regulatória. A questão estratégica não é simplesmente como mover o caixa, mas qual estrutura deixa menos valor na mesa enquanto preserva flexibilidade para o próximo ciclo de capital.

5.00pm

Encerramento do Dia 1

9.00am

O Brasil no cenário mundial: entre Washington e Pequim

O Brasil se posiciona entre seu maior parceiro comercial, a China, e seus parceiros mais importantes em capital e tecnologia, os EUA e a Europa. À medida que Washington e Pequim utilizam tarifas, controles de exportação e política industrial como ferramentas estratégicas, os efeitos chegam rapidamente, por meio da demanda por commodities, rotas de frete, fluxos de investimento e, inevitavelmente, do BRL. Para os tesoureiros, essa rivalidade é uma variável macroeconômica. Os fluxos de caixa vinculados a commodities se tornam mais voláteis, o câmbio reage mais rapidamente a sinais políticos e as condições de captação se alteram conforme o apetite global por risco. Esta sessão analisa como os EUA e a China enxergam o mundo, onde o Brasil se encaixa em cada estratégia e como a tesouraria pode construir frameworks disciplinados de hedge, liquidez e planejamento de cenários para uma economia global mais disputada.

9.30am

Quão pesada é a reforma tributária do Brasil?

A reforma tributária brasileira pode ter começado como um projeto de conformidade, mas até o final de 2026 os tesoureiros terão uma visão muito mais clara de onde reside a pressão real, nos sistemas, na liquidez, na recuperação de créditos e na governança. Após um ano de adaptação de notas fiscais, teste de novos layouts e preparação para o split payment e mudanças mais amplas de processos, muitas empresas ainda estarão lidando com as consequências práticas para o fluxo de caixa, o capital de giro, os contratos e os relatórios. Esta sessão fará um balanço do que o primeiro ano de implementação revelou, onde as empresas ainda estão travando e o que a tesouraria precisa fazer a seguir, à medida que a reforma avança do período de testes para uma realidade financeira mais dura. Reunindo consultores especializados e tesoureiros que enfrentam os mesmos desafios, a sessão oferecerá uma discussão prática sobre lições aprendidas, riscos não resolvidos e as prioridades para 2027.

10.10am

Intervalo para café

10.40am

Um problema Real: a arte do hedge no Brasil

Fazer hedge de moeda estrangeira no Brasil raramente é simples. O real é volátil, os diferenciais de taxa de juros podem tornar os contratos a termo caros e os instrumentos de hedge de longo prazo nem sempre estão prontamente disponíveis. Some-se a complexidade regulatória e tributária, e os tesoureiros enfrentam um equilíbrio constante entre proteção e custo. Então, como as empresas estão gerenciando o risco cambial em toda a organização? Esta sessão explora como os tesoureiros fazem hedge não apenas de exposições de balanço, mas também de fluxos de caixa, importações e exportações, captações intercompany e receitas previstas. De abordagens de hedge dinâmico e compensações naturais ao papel dos bancos locais e dos mercados de derivativos, examinamos como as equipes de tesouraria protegem margens, captações e liquidez sem pagar demais pela certeza em um dos ambientes de moeda mais voláteis do mundo.

11.20am

Sessão "Pergunte ao especialista": escolha seu tema

1) IFRS 18: os números mudaram, e o negócio?

O IFRS 18 pode não ser obrigatório até os períodos de reporte com início em ou após 1º de janeiro de 2027, mas muitas empresas brasileiras já estão usando 2026 para reformular como o desempenho é apresentado, como os principais subtotais são lidos e como credores, conselhos e investidores interpretam os números. Ao mesmo tempo, o IFRS S1 e o S2 estão levando as divulgações de sustentabilidade cada vez mais para a análise financeira convencional, com crescente relevância para empresas e bancos. Esta sessão analisará o que essas mudanças significam na prática para tesoureiros e CFOs: como ler demonstrações que podem parecer diferentes, como explicar a história por trás dos números e como se preparar para um escrutínio mais rigoroso dos relatórios financeiros e ambientais. Com CFOs, tesoureiros e consultores especializados em pauta, o foco estará nos desafios práticos de implementação, interpretação e comunicação.

2) O que um aprofundamento do comércio Brasil-Índia significará para a tesouraria no terreno?

Brasil e Índia querem elevar o comércio bilateral a US$ 30 bilhões até 2030, abrindo espaço para uma cooperação mais profunda em setores que vão de energia e agricultura a saúde, tecnologia e espaço. A oportunidade para as empresas é clara, mas também o desafio para a tesouraria. Esta mesa-redonda explorará o que fluxos comerciais mais intensos podem significar para pagamentos, liquidez, captação e visibilidade de caixa quando ambos os mercados ainda trazem complexidades regulatórias próprias. Para empresas brasileiras em expansão na Índia, o que importa não é apenas a demanda, mas como navegar pelas regras cambiais, repatriação, documentação comercial, requisitos bancários locais e as realidades práticas de movimentar caixa com eficiência em um mercado altamente regulado. Compararemos como as equipes de tesouraria estão apoiando o crescimento, onde ainda residem os maiores atritos operacionais e o que os participantes estão aprendendo sobre a construção de um corredor comercial que funcione tanto comercial quanto financeiramente.

 

3) Novas oportunidades na Venezuela, ou os mesmos riscos de sempre?

À medida que a Venezuela se reabre seletivamente ao capital estrangeiro, os tesoureiros brasileiros enfrentam uma questão oportuna: onde estão as oportunidades reais e onde as sanções, os pagamentos e os riscos de contraparte ainda tornam os números difíceis de confiar? Esta mesa-redonda examinará se as novas aberturas em petróleo, gás e mineração, incluindo a reforma de hidrocarbonetos venezuelana de janeiro de 2026 e as recentes mudanças nas licenças dos EUA, criam um caminho genuíno de retorno para empresas estrangeiras ou apenas uma janela estreita para os corajosos e bem assessorados juridicamente. Discutiremos o que isso significa na prática para bancos, fluxos de pagamentos, câmbio, estruturas de captação, conformidade e planejamento da cadeia de suprimentos para empresas brasileiras olhando para o norte.

 

4) Se o Brasil tem petróleo, por que se preocupar com o Oriente Médio?

A guerra no Oriente Médio pode parecer distante do Brasil, mas seus efeitos já estão chegando mais perto. Preços de petróleo mais altos podem apoiar as receitas de exportação e fortalecer a posição do Brasil como fornecedor relativamente seguro para a China e outros compradores, mesmo que Brasília mantenha sua distância diplomática da linha dos EUA e de Israel em relação ao Irã. Mas o lado positivo é apenas metade da história: volatilidade de energia, pressão inflacionária, custos de frete e incerteza de mercado podem rapidamente se desdobrar em decisões de captação, hedge e capital de giro. Esta sessão examinará o que o conflito significa para as empresas brasileiras, onde o país está política e comercialmente, e como os tesoureiros devem pensar sobre exposição a commodities, liquidez e risco em um mundo onde choques geopolíticos não ficam mais confortavelmente longe.

 

5) China no balanço: gestão de liquidez, financiamento ao comércio e risco do RMB

Para empresas que fabricam na China, importam de lá ou exportam para o país, as equipes de tesouraria passaram a tratar o corredor da China como uma exposição financeira estratégica, e não apenas como uma rota comercial. As perguntas são mais precisas agora: como os tesoureiros devem gerenciar exposições em RMB, dólar e real, ciclos de capital de giro mais longos, comércio documentário, liquidez local ou aprisionada, risco de crédito e mudanças bruscas em tarifas, regulação ou geopolítica? O debate já não se limita apenas à liquidação em RMB versus dólar, mas também a como gerenciar repatriação, financiamento intercompany, documentação, perda fiscal e risco regulatório em um mercado onde o comércio está cada vez mais aberto, mas o capital permanece cuidadosamente controlado. Esta mesa-redonda reunirá tesoureiros e parceiros bancários para trocar experiências práticas sobre o financiamento de fluxos entre Brasil e China, desde cartas de crédito e financiamento de cadeia de suprimentos até recebíveis, hedge e estruturas de liquidez. Onde a liquidação em RMB faz sentido, onde o dólar ainda predomina e o que as empresas precisam dos bancos para tornar o comércio transfronteiriço menos caro, menos frágil e menos burocrático?

 

6) O que o acordo UE-Mercosul realmente muda para as empresas brasileiras e suas tesourarias?

À medida que o acordo comercial provisório UE-Mercosul entra em aplicação provisória, as empresas brasileiras estarão perguntando onde o impacto aparece primeiro, nas exportações, nos fluxos cambiais, nos pagamentos, na captação ou nas cadeias de suprimentos. Para os tesoureiros, o acordo pode significar maior acesso à demanda, ao investimento e aos relacionamentos bancários europeus, mas também exposições cambiais mais complexas, exigências de conformidade e pressão competitiva. Esta sessão examinará o que muda na prática: como o crescimento do comércio pode remodelar o hedge, o capital de giro e os corredores de pagamento, se vínculos mais fortes com a UE melhoram o acesso à captação e quais setores estão mais bem posicionados para se beneficiar primeiro.

12.15pm

Almoço

2.00pm

IA na tesouraria: me mostre o caso de uso

Os tesoureiros não estão mais perguntando se a IA é relevante, mas onde ela pode entregar valor prático agora, desde previsão de caixa, planejamento de liquidez e análise de risco até detecção de fraudes, relatórios e suporte a decisões mais precisas. Esta sessão vai além da teoria para examinar casos de uso reais, o que genuinamente melhorou, onde os resultados decepcionaram e como as equipes estão começando a pensar na próxima fronteira, incluindo IA agêntica e se ela pode avançar de assistir as decisões de tesouraria para executar partes de um fluxo de trabalho sob controle humano claro. Igualmente importante, a sessão abordará a questão mais difícil da implementação: o custo de começar, a falta de recursos internos, dados fragmentados, sistemas legados e o simples fato de que a TI nem sempre está configurada para priorizar as necessidades da tesouraria. Para equipes sob pressão para fazer mais com menos, quais aplicações estão valendo o esforço e o que precisa estar em vigor antes que a IA se torne útil em vez de apenas cara?

2.40pm

Discussões em mesaredonda redonda

Otimizando o custo de captação no Brasil:
O Brasil continua sendo um dos principais mercados onde o custo de captação é mais elevado, com altas taxas de juros e atritos tributários moldando cada decisão de financiamento. Nesse ambiente, a estratégia de captação se torna uma vantagem competitiva. Esta sessão examina como as empresas estão estruturando sua captação no Brasil e onde estão surgindo as fontes de capital mais eficientes. Quando o financiamento do BNDES faz sentido estratégico? Quando as debêntures e outros instrumentos do mercado de capitais doméstico oferecem uma vantagem real em custo ou prazo? O que substitui os empréstimos intercompany de curto prazo quando o IOF os torna ineficientes, e quais instrumentos e estruturas funcionam para empresas sem essa opção? Acima de tudo, como escolher o mix certo de captação bancária, de mercado e institucional em um mercado onde preços, tributos e regulação podem rapidamente remodelar a equação?

Sistemas, processos e pessoas: como encontrar o equilíbrio certo na tesouraria
A transformação da tesouraria raramente é travada apenas pela estratégia. Com mais frequência, o problema está na lacuna entre sistemas que não se comunicam direito, processos que ficaram confusos ao longo do tempo e equipes que precisam entregar mais sem a estrutura ou o suporte adequados. Esta sessão examinará como os tesoureiros podem otimizar os três em conjunto, desde a atualização de tecnologia e a melhoria dos fluxos de dados até a simplificação de processos, a clareza de responsabilidades e o melhor aproveitamento do talento. Onde os tesoureiros devem priorizar o investimento, o que deve ser automatizado, o que ainda precisa de julgamento humano e como a função pode se tornar mais eficiente sem se tornar mais frágil?

Pagamentos: superando o atrito nas operações internacionais
Apesar do rápido progresso do Brasil nos pagamentos domésticos, os pagamentos internacionais e o câmbio continuam sendo uma fonte persistente de atrito para tesoureiros de multinacionais. Esta mesa-redonda explorará o que ainda não está funcionando, desde a complexidade regulatória e a execução cambial custosa até a desconexão entre a moderna infraestrutura local do Brasil e as realidades da gestão de caixa internacional. Também considerará as implicações das recentes mudanças no IOF sobre operações de câmbio e crédito, e como estas podem afetar estruturas de captação, hedge e pagamentos. Concebida como uma discussão interativa, a sessão dará aos tesoureiros a oportunidade de comparar experiências, compartilhar desafios práticos e examinar onde ainda residem as ineficiências reais.

Como deve ser seu mix bancário agora?
Os líderes de tesouraria não gerenciam mais os relacionamentos bancários no piloto automático. Concentrar negócios pode aprofundar a integração, fortalecer a influência e garantir apoio de balanço quando mais importa. Mas distribuir fluxos entre instituições pode reduzir a exposição a uma única contraparte e preservar a flexibilidade. A realidade é que a captação raramente vem de graça; os bancos esperam wallet share em pagamentos, câmbio ou fluxos de trade finance em troca de crédito e comprometimento. Como a tesouraria deve decidir onde concentrar e onde diversificar? Com que frequência deve reequilibrar esses relacionamentos à medida que a solidez de capital, o apetite por risco e as condições regionais mudam? Esta sessão explora como as empresas alocam wallet estrategicamente, alinham liquidez com resiliência e constroem parcerias bancárias que entregam suporte real quando o ciclo vira.

Usar fundos no Brasil é uma vantagem tributária ou mais uma camada?
Os fundos no Brasil frequentemente atuam como uma solução prática em um sistema onde o investimento direto pode ser tributariamente ineficiente e operacionalmente pesado. Ao reunir ativos em veículos regulados, as empresas podem se beneficiar de diferimento tributário, tratamento mais simplificado de retenção na fonte e a transferência dos encargos de reporte e conformidade para os administradores dos fundos, efetivamente terceirizando a complexidade. Isso pode ser particularmente atraente em um mercado onde regras locais, IOF e exigências de documentação podem rapidamente se tornar uma distração das prioridades centrais da tesouraria. Mas até onde essa eficiência realmente vai quando as taxas e as “come-cotas” são consideradas? Os tesoureiros estão plenamente confortáveis com os trade-offs de transparência e controle? E em que ponto a escala justifica o acesso direto em vez de depender de estruturas de fundos?

Gerenciando a interseção entre pagamentos e reforma tributária
A reforma tributária brasileira está forçando as empresas a repensar notas fiscais, dados, integração com ERP e fluxos de liquidação. Para os tesoureiros, isso significa que a conversa sobre pagamentos se sobrepõe cada vez mais à arquitetura de conformidade: se os motores de nota fiscal, tributário e pagamento não se comunicam adequadamente, a aplicação de caixa, a conciliação e o capital de giro podem rapidamente descarrilar. Em outras palavras, o tópico de inovação em pagamentos mais importante pode ser justamente se a estrutura técnica realmente se fala.

Com a IA escalando a fraude, a tesouraria está pronta para responder?
À medida que os pagamentos se tornam mais rápidos, mais automatizados e incorporados, como os tesoureiros devem repensar o controle em um ambiente de risco impulsionado por IA? Que estruturas de aprovação ainda se sustentam quando o dinheiro se move em segundos, a fraude pode ser engenheirada por meio de deepfakes e agentes de IA podem ter acesso a dados financeiros sensíveis sem fronteiras claras ou supervisão? À medida que as ameaças cibernéticas se tornam mais convincentes, mais escaláveis e mais difíceis de detectar, esta discussão examinará como as equipes de tesouraria devem repensar autenticação, acesso a dados, controles internos e resiliência. Também explorará a relação custo-benefício do seguro cibernético, antes que velocidade, conveniência e IA mal governada criem riscos muito mais difíceis de desfazer.

3.30pm

Intervalo para café

4.00pm

Tokenização: ferramenta para a tesouraria ou distração?

O Brasil está se tornando um mercado de teste sério para pagamentos tokenizados. As stablecoins estão entrando em uso no mundo real, as criptomoedas continuam fazendo parte do cenário, e o Drex está empurrando o mercado em direção a ativos tokenizados, finanças programáveis e liquidação mais inteligente. Para os tesoureiros, porém, a questão não é o que soa futurista, mas o que funciona de forma limpa, segura e em escala. A moeda tokenizada poderia genuinamente melhorar os pagamentos internacionais, a mobilidade de liquidez ou o financiamento da cadeia de suprimentos, ou a infraestrutura ainda está muito prematura? Esta sessão analisa onde os casos de uso reais estão emergindo no Brasil, onde os riscos e atritos ainda persistem e se a tesouraria deve agir agora ou continuar observando de perto.

4.40pm

A tesouraria após a IA: que papel restará para os humanos?

À medida que a IA assume cada vez mais o trabalho técnico da tesouraria, desde previsões e relatórios até detecção de anomalias e suporte a decisões, a questão real não é mais o que pode ser automatizado, mas o que permanece distintamente humano. Esta sessão explorará como o papel do tesoureiro está mudando na prática, quais competências estão se tornando mais valiosas à medida que as máquinas ficam mais inteligentes e onde o julgamento, a influência e o apetite por risco ainda resistem à automação. Para as equipes de tesouraria no Brasil, a discussão não é apenas sobre tecnologia, mas sobre pessoas: como contratar, treinar e reter talentos em meio a uma transformação que está redefinindo a função mais rapidamente do que a maioria das organizações está preparada para acompanhar.

5.10pm

Encerramento do evento